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Minha Casa Minha Vida: espero ou compro agora?

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Olá!

Diante do atual cenário econômico, temos visto que alguns clientes que tem condições financeiras para comprar seu primeiro imóvel, estão inseguros em investir na aquisição da casa própria agora.

Nós sabemos que a compra de um imóvel é uma decisão financeira muito importante, pois é um investimento de alto valor e longo prazo. Os compradores tem razão de ter cautela.

Recebemos esta semana um artigo que trata sobre este tema, com foco em imóveis que se enquadram no perfil do programa Minha Casa Minha Vida, ou seja, com valor de até R$ 190 mil.

Em resumo, o autor, Marcio Fenelon, recomenda que compradores de imóveis MCMV façam a compra agora para aproveitar as baixas taxas de juros que ainda estão vigentes, pois há previsão de aumento de custos do financiamento bancário, por conta do aumento da remuneração do FGTS. Além disso, Marcio destaca que o valor dos imóveis com perfil MCMV não devem baixar substancialmente, então não há motivo para protelar a decisão de investir.

Compartilhamos com vocês o artigo na íntegra:

 

Minha Casa Minha Vida: espero ou compro agora?

Caro Leitor,

Esta semana começamos com uma dúvida mandada pelo Fábio O., nosso assinante:

“Para quem se enquadra no programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) e gostaria de comprar um imóvel, qual seria a melhor decisão?

a) Comprar hoje um imóvel para aproveitar a baixa taxa de juros?

b) Adiar a compra de um imóvel no MCMV em 1 ou 2 anos para aproveitar o desaquecimento do mercado e apostar em maiores descontos no preço do apartamento?”

A dúvida do Fábio é referente ao artigo que fizemos sobre o aumento da remuneração do FGTS. Se aprovada pelo Senado, a medida poderá ter um efeito de aumento dos custos de financiamento quase em 40%.

Em nosso cenário para o mercado de imóveis residenciais, o programa Minha Casa Minha Vida é um ponto fora da curva, especialmente por dois aspectos: (i) a queda de demanda por imóveis foi muito menor neste programa e; (ii) as margens de lucro são muito mais apertadas.

O que significa na prática é que não vemos muito espaço para descontos significativos para os imóveis que estão dentro deste programa.

Primeiro porque não há dificuldade para revender unidades que foram distratadas – a demanda ainda é forte. E segundo porque com uma margem baixa, não há muito espaço para fazer novos projetos mais baratos.

A probabilidade de fortes descontos neste segmento é muito menor que nos segmentos de renda mais altos.

Por outro lado, havendo a aprovação do Senado, o aumento de custos de financiamento é certa, mesmo que o governo segure por um tempo.

Sempre estamos preocupados em evitar situações em que a perda é grande e provável. Por isso, recomendo aos compradores do MCMV que evitem o aumento de custos e façam a compra agora, em vez de esperar uma eventual queda de preços – que tem baixa probabilidade de acontecer e que pode não ser suficiente para compensar o aumento dos custos de financiamento.

Minha opinião é que, estruturalmente falando, mais dia, menos dia, o governo será obrigado a rever os subsídios do Minha Casa Minha Vida, tanto no financiamento, quanto nos descontos oferecidos. Esses subsídios não são sustentáveis em períodos de desiquilíbrio fiscal como o que estamos vivendo.

E o ajuste desta situação não acontecerá nos preços, mas sim da liquidez. Não haverá preço mais baixo, e sim forte redução no ritmo de lançamentos e vendas de imóveis dentro do programa MCMV.

Fonte: Valor Imobiliário, Por Márcio Fenelon  http://www.criandoriqueza.com.br/imoveis/minha-casa-minha-vida-espero-ou-compro-agora/